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Data: 01 a 03 de setembro de 2010
Local: Dia 01/09 - Abertura/Palestra Magna/Coquetel - Espaço Cultura da Paraíba – FUNESC
Rua Abdias Gomes de Almeida, 800
João Pessoa – Paraíba
(mapa no site: www.funesc.com.br)
Dias 02 e 03/09 - SEBRAE
Av. Maranhão, 983 - Bairro dos Estados
João Pessoa – Paraíba
Organização: Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano – SRHU/MMA e Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA
Descrição: Em um país como o Brasil, onde o crescimento econômico é um desafio constante e uma prioridade
do governo, a ampla disponibilidade de recursos naturais lhe dá vantagens comparativas e
competitivas. No entanto, um importante requisito de um modelo de desenvolvimento econômico
promissor a médio e longo prazo é a sustentabilidade ambiental. Esta última é definida pela
capacidade de utilização dos recursos naturais por gerações futuras em níveis iguais ou superiores
aos atuais.
O recurso natural água é um insumo indispensável para realização das principais atividades
econômicas do país. Por isso, a necessidade de considerar a gestão dos recursos hídricos uma
prática indispensável ao alcance do tão preconizado desenvolvimento sustentável.
Embora o Brasil seja detentor de grandes reservas de água doce, abriga em seu território regiões
hidrográficas com baixa disponibilidade hídrica e bacias que, mesmo contempladas por
considerável disponibilidade de água, concentram demandas elevadas ou comprometimento
qualitativo dos recursos hídricos, caracterizando graves quadros de escassez.
De fato, em diversas localidades, o consumo humano de água doce já enseja o colapso dos sistemas
de abastecimento, o que leva a sociedade a aplicar esforços redobrados na correta gestão dos
recursos hídricos. Parte desse cenário negativo é efeito imediato das baixas disponibilidades
hídricas locais, como regiões áridas e semi-áridas, ou de áreas densamente povoadas situadas em
trechos de rios a montante, nos quais as vazões não respondem aos patamares das demandas.
Em particular no semi-árido brasileiro, a disponibilidade hídrica já se configura no principal fator
limitante do desenvolvimento socioeconômico, o que leva o poder público a sempre buscar novas
alternativas de produção de água e conservação da disponibilidade hídrica. Nesse sentido, projetos e
obras vêm sendo desenvolvidos, a exemplo da construção dos grandes açudes e adutoras, ou mesmo
de projetos regionais.
Assim, por um lado o país encontra-se em fase de prosperidade do ponto de vista econômico, com
mercado interno em expansão e investimentos externos crescentes, caracterizando um relevante
aumento da demanda pelos recursos hídricos. Como contraponto, a disponibilidade hídrica no país,
aparentemente elevada, é na realidade um fator limitante, considerando a relatividade dada por sua
má distribuição espacial, pela sazonalidade e pelos usos múltiplos, importantes na caracterização de
problemas e, sobretudo, das potencialidades de desenvolvimento econômico.
Diante desse quadro, é necessário dialogar sobre o impacto que o desenvolvimento das atividades
produtivas poderão acarretar na quantidade e a qualidade das águas do nosso país, de modo a
balizar a implementação da política nacional de recursos hídricos. Um aspecto importante deste
diálogo é o planejamento estratégico e a inclusão da dimensão ambiental neste, considerando as
decisões tomadas pelos agentes econômicos e suas implicações para as bacias hidrográficas.
Neste contexto, o Plano Nacional de Recursos Hídricos- PNRH, instrumento orientador de
implementação da política nacional de recursos hídricos, é um plano de caráter estratégico, que na
sua primeira versão, aprovada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos em janeiro de 2006
(Resolução no 58 ), trata do tema desenvolvimento econômico de forma direta e indireta, em vários
de seus programas. Como exemplo podem ser citados os programas I, III, IV, V, VI e VII, que
tratam respectivamente: de estudos estratégicos; da sustentabilidade ambiental que no caso da água
te haver com a implementação dos instrumentos de gestão da Lei no 9433, especialmente o
enquadramento; de tecnologias de reuso; de como a água tem sido considerada um elemento
estruturante das demais políticas setoriais e convergências possíveis entre os processos de
planejamento setorial e de planejamento de recursos hídricos, com vistas ao desenvolvimento
sustentável; dos usos múltiplos; e do uso racional e eficiente da água pelos vários setores usuários.
Tendo sido construído sob à ótica de uma visão de processo, devendo ser continuamente ajustado e
adequado à realidade temporal que acompanha sua implementação, o PNRH encontra-se neste
momento, submetido à sua primeira revisão. Uma das vertentes estabelecidas para o
desenvolvimento desta revisão, é a de aprofundamento de alguns temas que foram se mostrando
marcantes e que merecem ser melhor detalhados pelo PNRH. Dentre eles, estão os temas deste
Seminário, que abordam a relação da água com o desenvolvimento econômico do país.
Inscrições: Faça sua inscrição até (prorrogada) 31 de agosto clicando na opção "Inscrição" no menu acima. Inscrições limitadas!
Informações: Por favor contactar pelo telefone (61) 2028-2048 ou por email para danielle.alencar@mma.gov.br
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